"Por tudo o que é sagrado em nossas esperanças pela humanidade, conclamo aqueles que desejam o bem-estar da humanidade e amam a verdade a examinarem, sem preconceito, os ensinamentos do vegetarianismo."

"Ser vegetariano é uma situação em que todos ganham. Os animais ganham; o meio ambiente ganha; e as pessoas ganham uma vida mais saudável e mais longa"
PITÁGORAS NAO COMIA CARNE ELE FOI O PAI DO VEGETARIANISMO
Aula de matemática. Sabe o filosofo grego, Pitágoras, aquele do teorema sobre o triângulo reto? "A soma do quadrado dos catetos é igual ..." e não se preocupe com o resto! O interessante, atualmente, é que ele não era apenas um gênio da matemática. De acordo com cientistas, Pitágoras, nascido por volta de 580 AC, é o "pai do vegetarianismo".
Por quase 2500 anos, europeus e americanos chamavam aqueles que seguiam o vegetarianismo de Pitagóricos. O termo vegetariano não era usado generalizadamente até a fundação da Sociedade Vegetariana Britânica, em 1847. O argumento de Pitágoras em favor da dieta sem carne tinha três "pontas" - como o triângulo: veneração religiosa, saúde física e responsabilidade ecológica. E estas razoes continuam a ser citadas hoje pelas pessoas que preferem levar a vida sem carne.
De fato, sempre existiram vegetarianos na população mundial. No entanto, vários escolheram esse caminho mais por necessidade do que por preferência. O mundo medieval, por exemplo, considerava vegetais e cereais como comida para animais. Somente a pobreza levava as pessoas a substituírem a carne com vegetais.
Na classe alta, a carne era um símbolo de status. Quanto mais alguém comia carne, mais elevada era a sua posição na sociedade. No dicionário de Samuel Johnson publicado em 1775, esse preconceito cultural estava presente na sua definição de aveia: "Aveia: um grão que na Inglaterra é dado aos cavalos, mas na Escócia alimenta as pessoas." Mas é bom pensar que assim como os padrões de beleza mudaram - antes as mulheres cheiinhas eram consideradas mais atraentes – os padrões de alimentação podem mudar também.
O Vegetarianismo é freqüentemente ligado à religião. Esta relação é determinada de acordo com a idade da religião. Por exemplo, o Islamismo, uma religião relativamente jovem - 1300 anos, não tem cultura vegetariana forte. Maomé pregava a gentileza com os animais e uma vez salvou insetos do sofrimento, fazendo seus seguidores apagar um fogo de cima de um formigueiro. Mas a maioria dos muçulmanos de hoje não consideram o vegetarianismo uma necessidade religiosa.
Já os budistas, por outro lado, seguindo o exemplo de não-violência de Gautama, o Buda, e a prática de não ferir outras criaturas viventes, têm praticado vegetarianismo por 2500 anos. O Hinduísmo possui princípios vegetarianos que datam de cinco mil anos nas escrituras que defendem a abstinência de carne. Por sua vez, os judeus citam o primeiro capítulo do Gênesis como uma prescrição da dieta original: "E Deus disse, Eu vos dei cada semente de erva, que estão por toda a terra, cada árvore, nas quais estão os frutos de semente; para vocês elas servirão de comer".
O Cristianismo primitivo, com suas raízes na tradição judaica, enxergavam o vegetarianismo de maneira similar - um jejum modificado para purificar o corpo. Evitar a carne era uma maneira de aumentar a disciplina e a força de vontade necessária para resistir às tentações. Isso tornou as restrições dietéticas, como o vegetarianismo, muito comuns no comportamento cristão da época. E essa crença foi passada adiante ao longo dos anos - por exemplo, a proibição de carne (exceto peixe) da Igreja Católica Romana nas sextas durante a Quaresma.
A Inglaterra do século quinze foi o berço do vegetarianismo moderno. Thomas Tryon (1634-1703), um filosofo autodidata, declarou em 1657, que através do isolamento consegui parar de comer carne, confinando-se a “uma vida de negação do ego." Seu livro, O Caminho da Saúde, publicado em 1691, advogava uma dieta vegetariana e foi lido pelos principais pensadores da época. Ele até mesmo influenciou o jovem Benjamin Franklin.
Na época, nutricionistas não tinham muita disposição tanto para condenar quanto para promover o vegetarianismo, sentindo que faltavam boas evidências para ambas as posições. Vegetarianos eram mais lamentados do que valorizados, e ambas as comunidades médicas e o público geral expressavam preocupação com as conseqüências da dieta.
A explosão das pesquisas cientificas depois da Segunda Guerra removeu muito do estigma da dieta sem carne. O estudo recente conduzido na Califórnia tem mostrado que os homens vegetarianos adventistas vivem mais 8,9 anos do que a média da população. Quando os subgrupos da população foram comparados, os vegetarianos adventistas tiveram uma vantagem de 3,7 anos sobre seus companheiros que comiam carne.
Atualmente, oitenta por cento dos americanos acreditam que uma dieta vegetariana é mais saudável do que a ingestão de carne, e cerca de 50 milhões têm diminuído significativamente ou eliminado a carne vermelha de suas dietas.
É estimado que cerca de quatro por cento (oito milhões) da população de adultos americanos são vegetarianos. De acordo com a pesquisa realizada em 1990 pela Vegetarian Times, esses indivíduos provem das mais variadas classes e tipos e tem praticado sua dieta por uma média de 6,8 anos. A principal razão dada para a adoção do estilo vegetariano foi o desejo de eliminar o sofrimento causado aos animais. Saúde foi o segundo motivo mais citado, seguido de preocupação ecológica.
Os ingleses estão mais na frente como se poderia esperar. A Sociedade Vegetariana Britânica relatou recentemente que quase um terço de todos os jovens ingleses são vegetarianos. De todos os 149 colégios e universidades na Grã-Bretanha, todos exceto dois proviam cardápios vegetarianos em seus refeitórios.
Pitágoras certamente ficaria grato em saber o quão difundida sua doutrina vegetariana se tornou, mas talvez um pouco desapontado de que foi mais recordado pelo seu teorema matemático.
Vegetarianos de renome
Entre os vegetarianos famosos estão nomes como: Beethoven, Bob Dylan, Buda, Epicuro, Gandhi, Goethe, Leonardo da Vinci, Paul e Linda McCartney, Pitágoras, Platão, Voltaire, e até, possivelmente, Jesus Cristo. Albert Einstein, vencedor do Prêmio Nobel em 1921, afirmou que vivia bem sem comer carne, simplesmente porque, para ele, o homem não nasceu para ser carnívoro. Um exemplo e tanto, para nós, simples mortais.
Se quiser adotar o vegetarianismo
Coma calmamente, mastigue bem os alimentos. Na saliva estão contidas enzimas (ptialina) essenciais ao processo digestivo. Não beba, ou beba o mínimo durante as refeições. Evite comidas e bebidas muito quentes ou geladas, elas também perturbam a digestão.
Procure com bom senso e gradualmente aplicar a seguinte regra genérica: utilizar alimentos crus, naturais e integrais, de fontes vegetais e não animais, e evitar alimentos cozidos, industrializados e refinados. Procure aumentar seus conhecimentos científicos a respeito da nutrição. É melhor um conhecimento deficiente que nenhum.
Ao mudar qualquer hábito alimentar, sobretudo ao tornar-se vegetariano, faça-o progressivamente. Mesmo que seja apenas a mudança para o pão integral ou coisas simples assim, inicie com pequenas quantidades e aumente segundo sua tolerância. E fuja dos principais vícios do vegetarianismo desinformado: excesso de comidas fritas e gordurosas e excesso de massas, farinhas e doces.
É considerada vegetariana a pessoa que elimina de seu cardápio o consumo de todo tipo de carne (boi, frango, peixe, frutos do mar). Os motivos que levam uma pessoa a adotar uma dieta vegetariana são diversos. Entre eles estão: saúde, meio ambiente, compaixão pelos animais e religião.
Existem várias formas de vegetarianismo, classificadas de acordo com o grau de restrição de alimentos:
Ovo-Lacto-Vegetarianos - Consomem ovos, leite e derivados. É a forma mais comum de vegetarianismo.
Lacto-Vegetarianos - Consomem leite e derivados. Não consomem ovos. Geralmente relacionados com filosofias indianas. Esta é a característica alimentar da maioria da população indiana.
Vegans ou Vegetarianos Puros - Não consomem nenhum produto de origem animal, inclusive ovos, leite e derivados, gelatina e mel. Os vegans vão ainda além da questão alimentar, abstendo-se também do consumo de lã, couro e cosméticos que contenham derivados animais ou que tenham sido testados em animais. É a forma mais completa e mais rara de vegetarianismo, apesar do número de adeptos estar crescendo ultimamente.
Pessoas que incluem carnes em sua alimentação são chamadas de onívoras.
Estudos científicos constantemente provam os benefícios que uma dieta vegetariana proporciona, que vão desde melhor desempenho nos esportes à reversão de doenças do coração:
Controle de Peso: Uma dieta isenta de produtos animais é pobre em gordura, o que reduz o conteúdo calórico da refeição. Além disto, outros fatores como o conteúdo de fibras da dieta também contribuem para a redução e manutenção do peso ideal. Para obter a mesma quantidade de calorias, a pessoa precisa ingerir uma quantidade maior de alimentos, o que possibilita mais saciedade com menos calorias.
Redução do Risco de Doenças do Coração: Além de ser mais pobre em gordura, uma dieta sem produtos animais (carnes, ovos, leite e derivados) é totalmente isenta de colesterol. A abundância de fibras da dieta ainda ajuda o organismo a eliminar o colesterol excessivo.
Redução do Risco de Desenvolver Câncer: Os alimentos de origem vegetal são muito ricos em vitaminas e minerais que são de fundamental importância para uma boa saúde. A baixa quantidade de gordura e a abundância de fibras presentes nestes alimentos também contribuem para a redução do risco de desenvolver várias formas de câncer.
Outros Benefícios: Melhora a disposição e energia, possibilita a descoberta de novos alimentos, reduz o risco ou amenizar os efeitos de doenças degenerativas como osteoporose, obesidade e hipertensão, reduz os sintomas ou elimina alergias e artrites, evita sofrimento de animais, reduz as agressões ao meio ambiente.
Uma dieta vegetariana é um passo obrigatório no caminho de uma vida saudável! . Muitos se perguntam o que resta para um vegetariano puro (vegano) comer já que ele elimina todos os alimentos de origem animal de sua alimentação. Veja só quantos alimentos ainda sobram:
folhas, legumes, brotos arroz integral, trigo, aveia, milho e cevada feijão, lentilha, grão-de-bico, soja, ervilha batata, mandioca, mandioquinha, cará, inhame nozes, amêndoas, castanhas, avelã banana, caqui, pinha, fruta do conde, mamão, figo, tâmara, frutas secas, manga, uvas, ameixa doce, pêssego doce, pêra, maçã, abacaxi, morango, maracujá, frutas cítricas, carambola, kiwi, tomate, maçã fuji e maçã verde, melão, melancia.
Enfim, tudo que é vegetal. Dá pra comer bem, não dá? Os ovo-lacto-vegetarianos ainda incluem em seus cardápios os ovos, o leite e seus derivados.
O mais provável é que a dieta vegetariana traga muitos benefícios para quem a pratica, mas alguns cuidados são necessários.
Em primeiro lugar, a pessoa deve procurar a orientação profissional de um nutricionista, como em qualquer transição alimentar. Não é incomum que vegetarianos se queixem de terem procurado um nutricionista e terem sido mal orientados na sua opção alimentar, muitas vezes tendo recebido a recomendação de voltar a comer carne. A verdade é que os profissionais desta área estão mal preparados, desde a faculdade, para lidar com pacientes vegetarianos, por isso é importante buscar dentre os poucos nutricionistas que se especializam em dietas vegetarianas ou alternativas.
A informação é a principal arma de quem busca adotar uma dieta vegetariana. É preciso conhecer novos alimentos, aprender novas receitas e saber quais são as fontes dos nutrientes mais importantes. Quanto mais informada a pessoa estiver, mais apta ela estará a discernir entre fatos e mitos, o qu eé muito importante quando se trata de nutrição vegetariana.
Uma das questões mais rodeadas de mitos no vegetarianismo é a questão em torno da proteína. Os alimentos vegetais são capazes de suprir o organismo com toda a proteína necessária, seja para uma criança, um idoso ou até mesmo um atleta. Na verdade, existem muitos atletas vegetarianos famosos, como Emerson Fittipaldi, Éder Jofre, Carl Lewis,
Vale saber também que existem muitas crianças vegetarianas (e até mesmo vegans) e elas podem crescer saudáveis e felizes neste estilo alimentar desde o nascimento. Neste caso, alguns cuidados especiais devem ser observados e se torna ainda mais importante a presença de um profissional especializado em nutrição vegetariana.
Boas fontes de proteína são as leguminosas (feijão, soja, grão-de-bico, ervilha, lentilha), as castanhas e o brócolis. Quando a dieta não é rica em alimentos refinados, não há grandes preocupações com a proteína ou o ferro.
O ferro é outro nutriente polêmico da alimentação vegetariana e igualmente rodeado de mitos. Será que o vegetariano corre risco de anemia por não consumir carne vermelha? É verdade que a carne vermelha tem muito ferro, mais ferro que os vegetais em geral, mas isto não significa que os vegetais não possam suprir as necessidades de ferro do organismo. Desde que se assegure que alguns estejam presentes na dieta, o vegetariano pode ficar tranqüilo. Boas fontes de ferro são: soja, tofu (queijo de soja), feijão, vegetais de folha verde-escura (brócolis, couve), amêndoas, semente de girassol, damasco seco e figo seco.
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